De peito amarrado
Só, eu aqui estou
De lábios lacrados.
Em busca de pistas,
E falsas pegadas
Só, eu aqui estou
De mãos amarradas
Perco-me nas sombras
Das negras ciladas
Perdida em caminhos
Perdida no nada
Ardil é o homem
Que me nega a fala
De lábios lacrados
Recito piadas
Minha face pautada
Descreve saudades
Dos doces sabores
Da imaturidade
Se julgam blasfemos
Meus versos errantes,
Protesto em silencio,
